Uma decisão difícil durante o ciclone IDAI em Moçambique

Uma decisão difícil durante o ciclone IDAI em Moçambique

Uma mãe de 7 filhos conta a sua história de como sobreviveu ao ciclone Idai na província de Manica. "Eu estava dentro da casa com quatro dos meus filhos mais novos, de repente, o tecto caiu sobre nossas cabeças. Conseguimos sair vivos e corremos para a casa do nosso vizinho onde ficamos até a tempestade passar. Eu perdi tudo, minha casa, minha machamba e todos meus bens."

Claudio Fauvrelle
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cilcone idai moçambiqueVítimas do ciclone IDAI no centro de acomodação de Cafumpe, Manica. © UNICEF Moçambique/2019/Javier Rodriguez

Gondola, MANICA / MOÇAMBIQUE  - É Terça-feira, dia 19 de Março, e no centro de acomodação de Cafumpe, no distrito de Gondola, pelo menos 150 famílias são abrigadas depois que o ciclone IDAI passou por este distrito na última Sexta-feira. Essas 150 famílias vieram de pelo menos 11 bairros diferentes do distrito de Gondola.

ciclone IDAI moçambiqueAngelina Paulo de 35 anos de idade, solteira e mãe de 7 filhos, contou a sua história de como sobreviveu ao ciclone. © UNICEF Moçambique/2019/Javier Rodriguez

Uma brigada móvel de saúde começou a fornecer cuidados de saúde básico para a população afectada, especialmente as mulheres e crianças. São comuns as diarreias e as infecções respiratórias e, até agora, pelo menos dois (2) casos de malária foram confirmados, através de testes rápidos, em duas crianças.

Uma das mães contou a sua história, à brigada de saúde, sobre como sobreviveu ao ciclone. O nome dela é Angelina Paulo de 35 anos de idade; é solteira e mãe de sete (7) filhos.

“Primeiro veio o vento que soprava muito forte e fazia muito barulho e depois veio a chuva intensa. Eu estava dentro da casa com quatro dos meus filhos mais novos, mandei os outros três para ficarem com meus parentes. De repente, o tecto caiu sobre nossas cabeças. Conseguimos sair vivos e corremos para a casa do nosso vizinho onde ficamos até a tempestade passar. Depois fomos procurar abrigo na escola próxima, e depois viemos para este armazém. Eu perdi tudo, minha casa, minha machamba e todos meus bens. Tentei voltar a minha machamba para tentar conseguir alguma coisa, mas tudo está destruído,” disse Angelina.

António, de 3 anos, filho da Angelina, está com febre. Um exame revelou que o pequeno António apresenta Desnutrição Aguda Grave com edema bilateral e malária. Permanecerá no abrigo temporário e fará o tratamento dado pela equipa de saúde, para a malária e a desnutrição, com Alimento Terapêutico Pronto para Uso (ATPU), que ajudará a reduzir a gravidade da situação de António, até ele poder ir ao centro de saúde.

Ciclone Idai Moçambique Marcoluigi Corsi“A situação é séria e o UNICEF e os seus parceiros estão prontos para apoiar o Governo a levar assistência urgente à população afectada”, disse Marcoluigi Corsi, Representante do UNICEF. © UNICEF Moçambique/2019/Irina Matos

Estima-se que 600 mil pessoas sejam afectadas, das quais 260 mil são crianças. Milhares de pessoas estão deslocadas e centenas morreram. “A situação é séria e o UNICEF e os seus parceiros estão prontos para apoiar o Governo a levar assistência urgente à população afectada, incluindo água potável, meios para o saneamento e higiene, bem como cuidados médicos”, disse Marcoluigi Corsi, Representante do UNICEF em Moçambique.

“Já se registaram mais de 200 mortos, o governo declarou uma emergência nacional e três dias de luto nacional, a partir da quarta-feira, 20 de Março. Estamos numa situação extremamente difícil,” disse o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, na cidade da Beira, que foi mais assolada pela tempestade.

Cilcone idai MoçambiqueO UNICEF está no terreno trabalhando para responder às necessidades imediatas das crianças afectadas e das suas famílias na região central de Moçambique. © UNICEF Moçambique/2019/Javier Rodriguez

O UNICEF está no terreno trabalhando em estreita coordenação com o governo e parceiros humanitários para aumentar a nossa resposta ao ciclone IDAI e responder às necessidades imediatas das crianças afectadas e das suas famílias na região central de Moçambique.

Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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