Pintura revela menino defensor dos direitos de crianças com deficiência

Pintura revela menino defensor dos direitos de crianças com deficiência

“Pintei este quadro representando uma criança numa cadeira de rodas, na sala de aulas, porque tenho uma vizinha com deficiência física, que quando tinha 8 anos ainda não ia à escola porque os pais não lhe deixavam”.

Claudio Fauvrelle
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“Pintei este quadro representando uma criança numa cadeira de rodas, na sala de aulas, porque tenho uma vizinha com deficiência física, que quando tinha 8 anos ainda não ia à escola porque os pais não lhe deixavam”.

Pintura revela menino defensor dos direitos de crianças com deficiência
William, de 14 anos de idade, retratou a sua visão pessoal dos direitos das crianças, durante o Atelier de Pintura promovido pelo UNICEF, no quadro da Festa da Música. © UNICEF Mozambique/2015/Julio Dengucho

William, de 14 anos de idade, retratou a sua visão pessoal dos direitos das crianças, durante o Atelier de Pintura promovido pelo UNICEF, no quadro da “Festa da Música”, no passado dia 20 de Junho, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, onde participaram cerca de 100 crianças mobilizadas pela Rede da Criança, para fazer pinturas sobre os direitos da criança em Moçambique.

Com o seu pincel, William retratou a história da vizinha, cujo direito à educação não era exercido por ter deficiência. Ao não deixá-la ir à escola, os pais pretendiam evitar que outras crianças isolassem ou gozassem a sua filha.

“Eu disse para a minha avó que a minha vizinha tinha direito à educação, apesar de ter deficiência. Pedi que aconselhasse os pais a levarem-na à escola. Ela falou-lhes dos desafios que ela teria no futuro sem educação, e encorajou-lhes a matricularem-na. Eles acabaram por aceitar. No ano seguinte, ela começou a estudar.”

Graças à Associação Pastoral Tintsalo, voltada ao apoio comunitário e, sobretudo, à consciencialização sobre os direitos da criança, William tornou-se um grande defensor dos seus pares. “Antes de estar na associação, eu só falava dos nossos direitos, mas agora aprendi a defendê-los, para que sejam cumpridos”.

O pintor de palmo e meio também defende que as crianças com deficiência devem beneficiar da educação formal. “Há muitas crianças com deficiência física que só ficam em casa. Isto não é bom”, disse William. “Os seus encarregados devem levá-las à escola porque também são o futuro do nosso país e merecem os mesmos direitos que as outras”.

Neste dia, para além do Atelier de Pintura, vários momentos caracterizaram a ocasião, como a actuação musical da cantora Neyma, Embaixadora Nacional do UNICEF, e a apresentação da peça teatral com fantoches sobre os direitos da criança e o casamento prematuro.

For more information, please contact:

Gabriel Pereira
Tel +258 21 481 100
email: maputo@unicef.org

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