Saúde e Vida: Por que é importante o aleitamento materno?

Saúde e Vida: Por que é importante o aleitamento materno?

Os bebés que são amamentados crescem melhor e são mais saudáveis do que os bebés que são alimentados com fórmulas infantis.

Claudio Fauvrelle
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Os bebés que são amamentados crescem melhor e são mais saudáveis do que os bebés que são alimentados com fórmulas infantis.

O aleitamento materno é a intervenção mais eficaz e barata na história para salvar vidas de crianças
Os bebés que são amamentados crescem melhor e são mais saudáveis do que os bebés que são alimentados com fórmulas infantis. © UNICEF Mozambique/2014/Karin Schermbrucker

Se uma grande maioria dos bebés fossem exclusivamente alimentados com leite materno nos primeiros seis meses de vida - ou seja, alimentados somente com leite materno, sem qualquer outro líquido ou sólido, nem mesmo água - estima-se que poderiam ser salvas as vidas de pelo menos 1.2 milhões de crianças por ano. Se as crianças continuassem a ser amamentadas até aos dois anos ou mais, poder-se-iam melhorar substancialmente a saúde e o desenvolvimento de milhões de crianças.

As crianças que não são amamentadas têm um maior risco de contrair doenças que podem comprometer o seu crescimento e aumentar a probabilidade de morte ou invalidez. O leite materno proporciona aos bebés protecção contra doenças.

A amamentação é a forma natural e recomendada de alimentação de todas as crianças, mesmo quando a alimentação artificial é acessível, existe água potável disponível, e há boas condições de higiene para preparar e dar à criança fórmulas infantis.

Se a mãe é seropositiva, pode haver o perigo de ela transmitir o HIV ao bebé através da amamentação. Com aconselhamento ela pode ser ajudada a ponderar cuidadosamente os riscos e a tomar uma decisão informada sobre qual a opção de alimentação que melhor se apresenta para o bebé e é mais viável para ela.

Quase todas as mães podem ser bem sucedidas a dar de mamar. Todas as mães, e particularmente as que se sentem inseguras em amamentar precisam de estímulo e apoio prático do pai do bebé e dos seus familiares e amigos. Os profissionais de saúde, os agentes comunitários, as organizações de mulheres e os empregadores também lhes podem prestar o seu apoio.

Todas as pessoas têm direito a informação sobre os benefícios do aleitamento materno e os riscos da alimentação artificial. Os governos têm a responsabilidade de fornecer essa informação. As comunidades, bem como os media e outros canais de comunicação, podem desempenhar um papel fundamental na promoção do aleitamento materno.

Para saber mais sobre amamentação e as vantagens do aleitamento materno, leia as oito principais mensagens de 'Saúde e Vida’ (Facts for Life) abaixo. Cada mensagem é seguida por um link para informações mais detalhadas sobre cada tópico.

1. O leite materno, em exclusivo, é a melhor comida e bebida para uma criança nos seus primeiros seis meses de vida. Ela não necessita de nenhum outro alimento ou bebida, nem mesmo água, durante esse período.
http://www.factsforlifeglobal.org/04/1.html

2. Os recém-nascidos devem ser dados às mães para que elas os tomem nos braços imediatamente após o parto. Devem manter contacto pele com pele com a mãe, devendo a amamentação ter início na primeira hora após o nascimento.
http://www.factsforlifeglobal.org/04/2.html

3. Quase todas as mães podem ser bem sucedidas na amamentação. Dar frequentemente de mamar ao bebé estimula a produção de leite. O bebé deve mamar pelo menos oito vezes por dia, dia e noite, e sempre que o desejar.
http://www.factsforlifeglobal.org/04/3.html

4.A amamentação ajuda a proteger os bebés e as crianças contra doenças perigosas, criando também uma relação particular entre a mãe e a criança.
http://www.factsforlifeglobal.org/04/4.html

5. Utilizar biberão e dar um substituto do leite materno, como fórmulas infantis e leite animal, podem pôr em causa a saúde do bebé e a sua sobrevivência. Caso a mãe não possa dar de mamar ao bebé, pode extrair o seu leite e dá-lo com a ajuda de uma chávena comum limpa. Se necessário, pode recorrer a um substituto de leite materno de qualidade, utilizando também chávena e colher.
http://www.factsforlifeglobal.org/04/5.html

6. Se uma mulher estiver infectada com HIV, há o risco de ela poder transmitir a infecção ao seu bebé por via da amamentação. Nos primeiros seis meses, esse risco é muito maior se o bebé for alimentado com leite materno e outros líquidos e alimentos do que apenas com leite materno. É por isso recomendável que se dê ao bebé unicamente leite materno durante os primeiros seis meses, a menos que seja aceitável, viável, acessível, sustentável e seguro dar-lhe exclusivamente substitutos do leite materno (preparados lácteos para bebés).
http://www.factsforlifeglobal.org/04/6.html

7. Uma mulher que trabalhe longe de casa pode continuar a amamentar o seu filho ou filha. Deve dar de mamar todas as vezes que puder, quando está com o bebé e, não podendo estar junto dele, deve extrair o seu leite de maneira que uma outra pessoa o possa dar ao bebé de forma limpa e segura.
http://www.factsforlifeglobal.org/04/7.html

8. Após os 6 meses, altura em que os bebés começam a comer outros alimentos, a amamentação deve prosseguir, pelo menos até aos dois anos de idade, por se tratar de uma importante fonte de nutrientes, energia e protecção contra doenças.
http://www.factsforlifeglobal.org/04/8.html

Para mais informações, favor contactar:

Gabriel Pereira
Tel +258 21 481 100
email: maputo@unicef.org

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