Quelimane acolheu Conferência Nacional da Rapariga de 2017 com 300 participantes

Quelimane acolheu Conferência Nacional da Rapariga de 2017 com 300 participantes

A Conferência Nacional da Rapariga é um dos poucos espaços para e pelas raparigas - no qual elas têm a possibilidade de exercer os seus direitos de participar e influenciar os aspectos relacionados a vida delas.

Claudio Fauvrelle
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Dia da Rapariga 2017

Decorreu em Quelimane, nos dias 11 e 12 de Outubro de 2017, a Conferência Nacional da Rapariga.  Sob o lema “Investir em nós é Garantir o Desenvolvimento de Moçambique”, o evento contou com 300 participantes: 180 raparigas e 50 rapazes), que sairam de todas províncias do país, para além de 120 convidados de diferentes instituições governamentais, organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil nacional e parceiros internacionais.

A Conferência foi liderada pelo Governo, pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade e pela Coligação para Eliminação dos Casamentos Prematuros em Moçambique (CECAP), e contou com o apoio da Embaixada do Reino da Suécia e do Sistema das Nações Unidas, com destaque para o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), no âmbito da Iniciativa Rapariga BIZ, e debateu sobre assuntos importantes como: Educação (acesso e retenção); Saúde (sexual e reprodutiva); Oportunidades de investimento na rapariga e; Formação técnico-profissional.

O objectivo principal do evento foi de reforçar o diálogo nacional sobre os direitos humanos das raparigas como forma de construir alternativas mais eficazes para garantir um ambiente em que elas gozem de uma vida digna, sã, plena e livre de práticas prejudiciais ao seu crescimento e desenvolvimento.

A Conferência Nacional da Rapariga é um dos poucos espaços para e pelas raparigas - no qual elas têm a possibilidade de exercer os seus direitos de participar e influenciar os aspectos relacionados a vida delas. As raparigas tiverão na conferência um “espaço seguro” para ter uma voz, partilhar experiências, opiniões e ideias sobre os seus desafios na educação, direitos e saúde sexual e reprodutiva e protecção da rapariga, focalizando em desistências nas escolas, casamentos prematuros, gravidez na adolescência, prevenção do HIV, violência baseada no género, planeamento familiar e tomada de decisões para a vida; e passaram a conhecer os serviços disponíveis no país para adolescentes e jovens, como os Serviços Amigos dos Adolescentes e Jovens (SAAJ) e os serviços de aconselhamento telefónico SMS BIZ, Linha Fala Criança e Alô Vida.

O último resultado da conferencia foi a compilação da petição “A Voz das Raparigas” que vai ser entregue ao Governo e, ao longo do próximo ano (2018), será usada como um meio de advocacia das raparigas. Nesta relação os organizadores do evento consideraram que as acções e decisões que foram tomadas durante a conferência devem servir e representar as aspirações e interesses das raparigas presentes e ausentes na conferência.

“Aos adultos presentes caberá a responsabilidade de escutar as raparigas, dar apoio e influenciar outros adultos que têm o poder e o dever de dar a protecção às meninas’’, revelaram as participantes das conferências provinciais.

Note-se que já na Conferência Nacional da Rapariga realizada em 2016, as raparigas recomendaram:

Sobre os ritos de iniciação:

  • Queremos que seja definida uma idade certa para a entrada aos ritos de iniciação;
  • Queremos que os ritos de iniciação sejam feitos em fases com cada etapa apropriada à idade certa para os ensinamentos que se quer dar;
  • Capacitar os principais agentes e influenciadores das decisões (líderes religiosos, líderes comunitários, pais, avós).

Sobre o sector da educação:

  • Queremos aumento de escolas secundárias nas escolas rurais;
  • Queremos mais professores nas zonas rurais;
  • Queremos aumento de orçamento na educação de modo que a rapariga possa ser subsidiada;
  • Queremos que repudiem todos os actos de assédio nas escolas.

Sobre os casamentos prematuros:

  • Queremos uma lei contra os casamentos prematuros;
  • Queremos leis que penalizem as pessoas que engravidam raparigas menores de idade;
  • Exigimos o cumprimento das leis de forma rígida pelas instituições.

 

Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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