Primeira-dama pede uma acção colectiva para combater os casamentos prematuros em Moçambique

Primeira-dama pede uma acção colectiva para combater os casamentos prematuros em Moçambique

"Precisamos combater os casamentos prematuros, uma das principais causas da mortalidade materno-infantil no nosso país", disse a Primeira-dama da República de Moçambique, Isaura Nyusi, que prometeu trabalhar para combater os altos níveis de casamento prematuro e de gravidez na adolescência no país.

Claudio Fauvrelle
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PEMBA, Cabo Delgado - "Mães e pais, não queremos perder a nossa infância, não queremos nos casar cedo e nos tornamos mães enquanto crianças. Somos apenas crianças, com sonhos de uma vida saudável e feliz", disse o Parlamento Infantil de Moçambique em representação de todas as crianças do país no final do  Seminário Nacional sobre Prevenção e Combate dos Casamentos Prematuros e Gravidezes Precoces organizado pelo Gabinete da Primeira-dama da República de Moçambique com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Precisamos combater os casamentos prematuros, uma das principais causas da mortalidade materno-infantil no nosso país,” disse a Primeira-dama da República de Moçambique Isaura Nyusi. © UNICEF Mozambique/2017/M.Sani

"Precisamos combater os casamentos prematuros, uma das principais causas da mortalidade materno-infantil no nosso país", disse a Primeira-dama da República de Moçambique, Isaura Nyusi, que prometeu trabalhar para combater os altos níveis de casamento prematuro e de gravidez na adolescência no país, quando lançou o programa de três anos para apoiar a implementação da Estratégia Nacional de Prevenção e Combate dos Casamentos Prematuros em Moçambique 2016-2019.

"As crianças sujeitas aos casamentos e às uniões forçadas não só são privadas de sua infância e removidas do seio familiar, da escola e dos amigos, mas também são extremamente vulneráveis ao abuso, à violência e ao HIV/SIDA", disse Edina Kozma, em representação das Nações Unidas (ONU) e exortando todos presentes a unirem esforços e agirem como guardiões em suas comunidades e províncias.

As crianças sujeitas aos casamentos e às uniões forçadas não só são privadas de sua infância e removidas do seio familiar, da escola e dos amigos, mas também são extremamente vulneráveis ao abuso, à violência e ao HIV/SIDA.

Foram feitos fortes apelos, com apoio dos muitos líderes religiosos e tradicionais presentes, para abordar as práticas nocivas que contribuem para o casamento prematuro e a gravidez na adolescência, e regular os ritos de iniciação aumentando a idade da participação das raparigas e assegurando que os ritos não sejam feitos durante o período de férias escolares, também evitar os temas de iniciação sexual durante cerimónias de "limpeza e purificação" e parar de usar as meninas em troca de liquidação de dívidas.

Compromissos de alto nível e apelações foram feitas por Ministros e Parlamentares para alterar a Lei de Família para harmonizar a idade de casamento de ambos os meninos e meninas para 18 anos sem excepções, e rever o Decreto 39 do Ministério da Educação para garantir que as meninas grávidas possam continuar a frequentar a escola com dignidade e protecção adequada.

Moçambique tem uma alta prevalência de casamentos prematuros, 1 em cada 7 meninas com idades entre 20 e 24 anos, casaram antes dos 15 anos de idade, enquanto quase 1 em 2 com idades entre 20 e 24 anos casou ou contraiu união antes dos 18 anos de acordo com o Inquérito Demográfico e de Saúde 2011.

O UNICEF, UNFPA e outros parceiros estão a apoiar a implementação da Estratégia Nacional de Prevenção e Combate dos Casamentos Prematuros em Moçambique, no âmbito do Programa Global para acelerar acções para eliminação dos casamentos prematuros, apoiado pelos Governos do Canadá, Holanda, Reino Unido, Itália, Suécia e União Europeia. O Seminário contou com a presença da Primeira-dama da República da Zâmbia e da Princesa da Suazilândia.

 

 

Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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