Ouro Negro ao Vivo promove os direitos das crianças e adolescentes em Moçambique

Ouro Negro ao Vivo promove os direitos das crianças e adolescentes em Moçambique

Ouro Negro é a mais popular radionovela de longa duração em Moçambique. No ar desde o dia 7 de Julho de 2015, Ouro Negro tem produzido 254 episódios e conquistado uma audiência fiel nos vários média.

Claudio Fauvrelle
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Alto-Molocué, Zambézia - Quando tinha 14 anos e frequentava a 7ª classe em Alto-Molocué, na Zambézia, Josefina trocou os estudos pelo casamento. Ela conta que foi um período difícil, porque o marido não a deixava estudar nem trabalhar. Depois de cinco anos de sofrimento, decidiu separar-se e voltar a estudar. Hoje ela já concluiu a 12ª classe, trabalha como locutora e jornalista numa rádio em Quelimane e voltou a casar. Ela encoraja as mulheres a priorizarem os estudos e arranjar emprego, antes de casar.

A ideia de Ouro Negro é que, em muitos casos, as pessoas aprendem e mudam a partir dos seus próprios erros, mas nem todos precisam errar para aprender.

Esta é apenas uma das mais de 2.000 histórias que, em 2017, foram partilhadas por membros da comunidade no Ouro Negro ao Vivo, um programa radiofónico produzido em 18 línguas moçambicanas pela Rádio Moçambique e pelas rádios comunitárias do Instituto de Comunicação Social (ICS), em parceria com PCI Media Impact, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Semanalmente, cada uma das 32 rádios envolvidas em todo o país convida dois membros da comunidade para contar a sua experiência na primeira pessoa sobre uma das várias temáticas abordadas pelo programa e relacionadas com os direitos e o bem-estar de crianças e adolescentes: saúde, prevenção do HIV, educação, nutrição, casamento prematuro, água e saneamento, entre outros.

A ideia de Ouro Negro é que, em muitos casos, as pessoas aprendem e mudam a partir dos seus próprios erros, mas nem todos precisam errar para aprender. É por isso que o programa partilha histórias de mudança para que os ouvintes aprendam dos erros dos outros. Por exemplo, as meninas de hoje não precisam passar pelo sofrimento que a Josefina passou, podendo aproveitar da lição que a vida lhe deu e que ela apresenta na “dica de ouro” no fim do programa: “há tempo para tudo na vida. Casamento e filhos só depois!”

Almeira, quando tinha 16 anos recusou um casamento prematuro porque queria continuar os estudos. Com a ajuda da mãe, ela conseguiu terminar a escola secundária e recentemente licenciou-se em Direito.
Almeira, quando tinha 16 anos recusou um casamento prematuro porque queria continuar os estudos. Com a ajuda da mãe, ela conseguiu terminar a escola secundária e recentemente licenciou-se em Direito.

É o que fez Almeira, outra convidada do programa, quando tinha 16 anos e frequentava a 8ª classe. Um Madjoni-djoni (trabalhador moçambicano nas minas de África do Sul), casado e muito mais velho do que ela, pediu Almeira em casamento aos pais, mas ela recusou porque queria continuar os estudos. Com a ajuda da mãe, que fazia pequenos negócios, ela conseguiu terminar a escola secundária e recentemente licenciou-se em Direito. Hoje ela trabalha como agente de serviço judiciário na cidade de Inhambane, é casada e tem um filho. 

Ouro Negro ao Vivo volta para o ar em Fevereiro de 2018, para mais um ano de programação: novas histórias, novos erros a evitar e novos exemplos a seguir, para estimular o debate e motivar os ouvintes para a mudança de comportamento.

 


Sobre Ouro Negro

 

Ouro Negro ao Vivo: histórias reais que promovem os direitos das crianças e adolescentes em Moçambique

Ouro Negro é a mais popular radionovela de longa duração em Moçambique. No ar desde o dia 7 de Julho de 2015, Ouro Negro tem produzido 254 episódios e conquistado uma audiência fiel nos vários média. Com 84 episódios e mais do que 12,000 emissões por ano em 72 estações, Ouro Negro é o maior veículo de comunicação para o desenvolvimento, atingindo entre 1 a 4 milhões de ouvintes por episódio. Para além da radionovela, a estratégia transmedia Ouro Negro 360 inclui programas radiofónicos em directo em línguas moçambicanas (Ouro Negro ao Vivo), teatro comunitário em línguas moçambicanas (Ouro Negro em Palco) e múltiplas campanhas nas redes sociais e televisão. Através dos seus parceiros, Ouro Negro pode estimular a comunicação interpessoal a nível de grupos de escuta, disponibilizando as histórias através de podcasts nos telemóveis.

Para mais informações, consulte http://ouronegro.org escute o programa no https://soundcloud.com/ouro-negro-ao-vivo.



Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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