Água, Saneamento e Higiene

Situação actual 

Trabalho do UNICEF Moçambique na área de Água, Saneamento e Higiene em Moçambique
Progresso significante foi feito no acesso à fontes melhoradas de água e saneamento, mas de uma base muito baixa. (Sitan 2014)

Embora o acesso à água potável, saneamento e higiene (ASH) seja o cerne do desenvolvimento económico e social sustentável de uma nação, Moçambique está aquém de atingir as metas do Objectivo de Desenvolvimento do Milénio referentes ao acesso à água potável e saneamento básico.

Desde 1990, a cobertura total do saneamento aumentou para 21%, mas a disparidade entre a cobertura nas zonas urbanas e rurais continua grande: 44% nas zonas urbanas vs. 11% nas zonas rurais. 40% das pessoas ainda praticam a defecação a céu aberto, tendo diminuído de 66% em 1990. A falta de saneamento melhorado custa a Moçambique cerca de 4 biliões de Meticais por ano devido às mortes prematuras, custos médicos e perdas de produtividade.

A cobertura do abastecimento de água potável é baixa, situando-se em 49%, com uma grande disparidade entre a cobertura urbana (80%) e a cobertura rural (35%). O desafio de melhorar as condições de ASH nas pequenas cidades/vilas é enorme; elas representam cerca de 15% da população urbana de Moçambique, quase 2 milhões de pessoas. Embora estas vilas sejam estratégicas para o desenvolvimento, os serviços de abastecimento de água potável e saneamento ficaram muito para trás nos investimentos em grandes cidades, ou até nas zonas rurais circundantes.

As unidades sanitárias e escolas são instituições cruciais para a sobrevivência e o desenvolvimento das crianças, mas infelizmente elas são caracterizadas por níveis inadequados de abastecimento de água potável e saneamento. Apenas uma estimativa de 40% das escolas rurais têm instalações de ASH para alunos e professores. 

O que estamos a fazer

1

Apoiar as políticas e capacidades do sector para sanar as lacunas existentes nos serviços de ASH, equidade, sustentabilidade e redução do risco de desastres.

2

Investir em ASH nas escolas através da criação de condições para o abastecimento de água, instalações sanitárias para rapazes e raparigas e locais para a lavagem das mãos com vista a uma melhor higiene.

3

Investir em serviços melhorados de ASH para as vilas das províncias de Inhambane, Tete e Manica, em colaboração com a AIAS (Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento).

Resultados

A primeira Conferência Nacional sobre o Saneamento, realizada em Maio de 2014 sob a liderança do Governo de Moçambique, concordou em eliminar o fecalismo a céu aberto até 2025 e o acesso universal à água e saneamento até 2030, incluindo as escolas e unidades sanitárias.

Desde 2012 que 80.000 alunos tiveram acesso ao abastecimento de água e saneamento. Foram construídos locais de abastecimento de água em 225 escolas primárias e instalações sanitárias em 141 escolas.  487 escolas primárias também obtiveram o estatuto de livres do fecalismo a céu aberto. 256.000 pessoas que vivem nas zonas rurais de Tete, Manica e Sofala tiveram acesso ao abastecimento de água melhorado. 292.000 pessoas também tiveram acesso ao saneamento melhorado.

Fortalecimento da capacidade descentralizada dos parceiros do governo de fornecer serviços de ASH de qualidade através do apoio ao recrutamento de novo pessoal, formação e planificação a nível distrital.

Em 2014, na província de Nampula, foi inaugurado o sistema de abastecimento de água da vila de Ribaué, capaz de abastecer 27.000 pessoas e 15.730 residentes da vila passaram a ter acesso ao saneamento melhorado

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