Neyma sensibiliza mulheres grávidas a prevenir a malária

Neyma sensibiliza mulheres grávidas a prevenir a malária

Quando Sausneta, de 32 anos, se levantou cedo de manhã e caminhou ansiosa para o Centro de Saúde da Cidade de Xai-Xai, província de Gaza, não imaginava o atendimento muito especial que a aguardava. Ela foi bem cuidada pelas enfermeiras na primeira consulta pré-natal, esta era a segunda, não queria faltar. Mas para sua surpresa, desta vez a cantora Neyma, Embaixadora do UNICEF em Moçambique, estava entre o pessoal de saúde para a receber e se inteirar do estado da sua gravidez.

Claudio Fauvrelle
Partilhar

Xai-Xai, Gaza - Quando Sausneta, de 32 anos, se levantou cedo de manhã e caminhou ansiosa para o Centro de Saúde da Cidade de Xai-Xai, província de Gaza, não imaginava o atendimento muito especial que a aguardava. Ela foi bem cuidada pelas enfermeiras na primeira consulta pré-natal, esta era a segunda, não queria faltar. Mas para sua surpresa, desta vez a cantora Neyma, Embaixadora do UNICEF em Moçambique, estava entre o pessoal de saúde para a receber e se inteirar do estado da sua gravidez.

Cantora Neyma, Embaixadora do UNICEF em Moçambique, sensibiliza mulheres grávidas a prevenir a malária. © UNICEF Mozambique/2015/Alexandre Marques
Sausneta, de 32 anos, sabia da importância de prevenir a malária, mas ficou ainda mais motivada ao ouvir os conselhos de uma pessoa tão famosa como a cantora e Embaixadora do UNICEF em Moçambique Neyma, também mãe como ela, ao falar-lhe justamente na sua consulta pré-natal sobre os perigos da malária para a mulher grávida.
© UNICEF Mozambique/2015/Alexandre Marques

Sausneta sabia da importância de prevenir a malária, mas ficou ainda mais motivada ao ouvir os conselhos de uma pessoa tão famosa como a Neyma, também mãe como ela, ao falar-lhe justamente na sua consulta sobre os perigos da malária para a mulher grávida. Neyma disse-lhe que deve usar sempre a rede mosquiteira e tomar regularmente medicamentos preventivos da malária na gravidez.

“Mamã, não se esqueça nunca de dormir dentro da rede. Nem que seja por um minuto. Pense na sua saúde e na do bebé, não deixe que o mosquito acabe com seus sonhos e desta criança que está para nascer” disse-lhe Neyma oferecendo uma rede mosquiteira tratada com insecticida de longa duração, disponibilizada pelos serviços de saúde para mulheres grávidas nas suas primeiras consultas pre-natal.

“Todos lá em casa devem dormir numa rede. Devem manter as redes sempre limpas e sem buracos. Lava apenas com sabão em barra, põe a secar apenas à sombra e se aparecerem buracos com o tempo deve coser logo com agulha e linha para que o mosquito não entre” Explicou Neyma. “E se a equipa da saúde aparecer lá em casa para pulverizar, por favor deixe que eles façam o seu trabalho”.

Mas não foi só. Sausneta sabe que muitas mulheres grávidas não comparecem a todas as consultas pré-natal recomendadas pela enfermeira. Têm também receio de tomar o Tratamento Preventivo da malária, conhecido por TIP, ou então não cumprem com as doses, que devem ser no mínimo três vezes ou mais a partir do quarto mês de gravidez, tomando um vez por mês. Ela também tinha receio no início mas sentiu-se mais confortada com a explicação do pessoal de saúde e com o exemplo da cantora Neyma, que lhe  extendeu um copo com água para a ajudar a tomar os comprimidos.

“Sei que as vezes custa tomar os medicamentos. Não tenha medo. Este tratamento assegura que todos os parasitas da malária que estejam no sangue, mesmo sem provocar sintomas, ou que estejam dentro da placenta a interferir com a nutrição do seu bebé, sejam eliminados. Só assim, e também com a ajuda da rede mosquiteira, pode garantir uma gravidez livre da malária. Não falhe nunca.” Recomendou Neyma.

Sausneta terminou a sua consulta esperançosa, prometendo usar sempre a rede e nunca interromper a medicação. Ela irá sensibilizar outras mulheres grávidas e suas famílias também a combater a malária.

A visita da Embaixadora do UNICEF em Moçambique ao sector de saúde materno-infantil do Centro de Saúde da cidade de Xai-Xai, foi um estímulo para as mulheres grávidas reforçarem os seus cuidados na prevenção da doença, mas também para o pessoal de saúde nos seus esforços de sensibilização.

“A malária continua a afectar bastante a vida dos moçambicanos, em particular crianças e mulheres grávidas. O que mais me entristece é saber que a malária continua a matar tanto quando existem medidas preventivas ao alcance de todos nós. Por isso achei muito importante estar aqui hoje, juntando-me aos esforços do UNICEF, do Ministério da Saúde e dos agentes de saúde para falar dos perigos desta doença e da importância da prevenção”, disse Neyma, participando também nas celebrações do Dia Mundial da Malária em Xai-Xai, onde cantou e mobilizou a comunidade para a prevenção da malária.

Cerca de 33 por cento das mortes em crianças menores de 5 anos em Moçambique são devido a malária.

Na gravidez em particular, se não for tratada a tempo, a malária tem como possíveis consequências a morte da mulher grávida, anemia severa (uma mulher anémica tem mais dificuldades de enfrentar o parto), aborto espontâneo, morte fetal intra-uterina que leva ao nascimento de crianças já mortas, parto prematuro ou bebé com baixo peso à nascença.

O UNICEF apoia as autoridades de saúde na prevenção e tratamento da malária no país colaborando

  • Na revisão de políticas nacionais que asseguram que crianças e mulheres grávidas tenham acesso às intervenções de prevenção e tratamento da malária;
  • Na implementação de sistemas de distribuição de redes mosquiteiras nas comunidades que priorizam as famílias mais vulneráveis;
  • Na distribuição de redes mosquiteiras para mulheres grávidas nas consultas pré-natal, com maior foco nas províncias da Zambézia, Tete e Gaza onde o acesso a estes serviços é ainda baixo;
  • Na aquisição de medicamentos para prevenir a malária na gravidez;
  • No estabelecimento de sistemas de tratamento da malária na comunidade através dos agentes comunitários de saúde (Agentes Polivalentes Elementares-APEs);
  • Na capacitação de organizações de base comunitária para que actuem como agentes de mudança nas suas comunidades em relação as práticas que favoreçam a prevenção e o tratamento da malária.

Para mais informações, favor contactar:

Gabriel Pereira
Tel +258 21 481 181
email: maputo@unicef.org

Subscrever ao boletim

prevenir a malária

Doar

As crianças de Moçambique precisam da sua ajuda. Chegou a sua vez de ajudar. Faça uma doação.

PARTILHAR

Partilha esta informação com teu amigos e familiares, e vamos ajudar mais pessoas a ficarem juntos pelas crianças de Moçambique.

NOSSO TRABALHO

Aprenda mais sobre o trabalho do UNICEF em Moçambique.