Na última década quase zero progresso na redução da taxa global de crianças fora da escola (sem estudar) - UNICEF

Na última década quase zero progresso na redução da taxa global de crianças fora da escola (sem estudar) - UNICEF

Cerca de 11,5 por cento das crianças em idade escolar – ou 123 milhões – perdendo a aprendizagem hoje, comparada com cerca de 12,8 por cento – ou 135 milhões – em 2007, a percentagem de crianças com idades entre 6-15 anos que estão fora da escola, quase não diminuiu na última década, disse hoje o UNICEF.

Claudio Fauvrelle
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Nova Iorque, 06 de Setembro de 2017 – Cerca de 11,5 por cento das crianças em idade escolar – ou 123 milhões – perdendo a aprendizagem hoje, comparada com cerca de 12,8 por cento – ou 135 milhões – em 2007, a percentagem de crianças com idades entre 6-15 anos que estão fora da escola, quase não diminuiu na última década, disse hoje o UNICEF.

Níveis prevalecentes de pobreza, conflitos prolongados e emergências humanitárias complexas causaram esta taxa estagnar, disse o UNICEF, pedindo mais investimentos para fazer face às razões que mantêm as crianças vulneráveis fora da escola.

"Os investimentos destinados a aumentar o número de escolas e professores para coincidir com o crescimento da população não são suficientes. Esta abordagem de fazer as coisas como sempre (business-as-usual) não permitirá que as crianças mais vulneráveis possam ir à escola – e ajudá-las a atingirem o seu pleno potencial – se elas continuam a ser vítimas da pobreza, privação e insegurança," disse o chefe da Educação do UNICEF, Jo Bourne.

Dos 123 milhões de crianças que ficam fora da escola, 40 por cento vivem em países menos desenvolvidos e 20 por cento vivem em zonas de conflito. A guerra continua a ameaçar – e inverter – os ganhos da educação.

"Os governos e a comunidade global devem dirigir seus investimentos para a eliminação dos factores impedindo que estas crianças frequentem a escola em primeiro lugar, incluindo, tornando a aprendizagem e o ensino seguro e melhorado."

As crianças que vivem nos países mais pobres do mundo e em zonas de conflito são desproporcionalmente afectadas. Dos 123 milhões de crianças que ficam fora da escola, 40 por cento vivem em países menos desenvolvidos e 20 por cento vivem em zonas de conflito. A guerra continua a ameaçar – e inverter – os ganhos da educação. Os conflitos no Iraque e a Síria resultaram em 3,4 milhões adicionais de crianças que perdem o seu direito à educação, elevando o número de crianças fora da escola em todo o Oriente Médio e norte da África, retornando ao nível de 2007, de aproximadamente 16 milhões.

A África Subsaariana e o sul da Ásia – com seus altos níveis de pobreza, rápido crescimento populacional e recorrentes emergências – conta 75 por cento da população em idade escolar, a nível global, que se encontra fora da escola primária e do ensino secundário do primeiro grau.

Todavia, tem havido algum progresso. A Etiópia e o Níger, que estão entre os países mais pobres do mundo, fizeram muitos progressos nas taxas de matrícula de crianças em idade escolar primária na última década, com um aumento de mais de 15 por cento e cerca de 19 por cento, respectivamente.

As lacunas de financiamento para a educação em situação de emergências estão afectando o acesso das crianças a escola em zonas de conflito. Em média, menos de 2,7 por cento de Apelos Humanitários mundiais são utilizados para a educação. Passados seis meses do ano 2017, o UNICEF recebeu apenas 12 por cento do financiamento necessário para proporcionar educação à crianças vivendo em situações de crises. Mais fundos são urgentemente necessários para resolver o crescente número e complexidade das crises e para dar às crianças a estabilidade e as oportunidades que merecem.

"A aprendizagem proporciona alívio para as crianças afectadas por situações de emergência a curto prazo, mas é também um investimento crítico no desenvolvimento futuro das sociedades a longo prazo. A acrescentar, o investimento para o sector da educação não responde às realidades de um mundo volátil. Para resolver isso, temos de assegurar maior e mais previsível financiamento para a educação em situações de emergências que são imprevisíveis," disse Bourne.

Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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