Melhorando o Estado Nutricional das Crianças na Zambézia e Nampula

Melhorando o Estado Nutricional das Crianças na Zambézia e Nampula

Um orçamento total de € 29.147.000 – para o qual a União Europeia (UE) contribuiu com € 22.200.000, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) contribuiu com € 6.947.000 - está alinhado com as estratégias e políticas nacionais, e focado nas províncias de Zambézia e Nampula.

Claudio Fauvrelle
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Melhorando o Estado Nutricional das Crianças na Zambézia e Nampula
O Programa "Melhorando o Estado Nutricional das Crianças na Zambézia e Nampula" vai beneficiar 570.000 crianças menores de dois anos com serviços e intervenções essenciais de nutrição, água, saneamento e higiene para prevenir desnutrição crónica.

Maputo, 18 de Maio de 2018 – A União Europeia, no âmbito do 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento, financia um programa de acção, num total de vinte e dois milhões e duzentos mil Euros (€ 29.000.000), para contribuir a ampliação dos Serviços de Nutrição e de ASH (Água, Saneamento e Higiene), com ênfase na “janela dos primeiros 1.000 dias”, desde a concepção até aos dois anos de idade da criança.

O Programa visa beneficiar 570.000 crianças menores de dois anos com serviços e intervenções essenciais de nutrição, água, saneamento e higiene para prevenir desnutrição crónica.

O Programa visa beneficiar 570.000 crianças menores de dois anos com serviços e intervenções essenciais de nutrição, água, saneamento e higiene para prevenir desnutrição crónica.

As intervenções e os resultados planificados estão alinhados, a nível nacional, com o Plano Quinquenal do Governo (PQG) de Moçambique, o Plano de Acção Multissectorial para a Redução da Desnutrição Crónica em Moçambique (PAMRDC), o Programa Nacional de Água e Saneamento Rural (PRONASAR), a Estratégia de Segurança Alimentar e Nutrição (ESAN-II) para 2008-2015, o Plano Estratégico do Sector de Saúde (PESS), a Estratégia de Promoção da Saúde (2015-2019), a Estratégia de Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento para a Prevenção da Desnutrição (2015-2019) e os planos anuais (PES).

"Estamos confiantes de que este apoio irá aumentar a mobilização e o compromisso político para a nutrição," disse Geert ANCKAERT, Chefe da Secção de Boa Governação e Sectores Sociais, acrescentando que a UE é também particularmente ligada à intensificação da implementação de intervenções “essenciais” (específicas e sensíveis) apoiando a necessária coordenação e funções de planificação estratégicas para a nutrição do Governo.

cerca de 62 mil milhões de meticais (US $ 1,7 mil milhões) foram perdidos em 2015 como resultado de desnutrição infantil.

A desnutrição crónica (baixa estatura para a idade), de acordo com provas globais e nacionais, mina o desenvolvimento económico de Moçambique. Um recente Estudo sobre o Custo da Fome (Cost of Hunger study) mostrou que aproximadamente 62 mil milhões de meticais (US $ 1,7 mil milhões) foram perdidos em 2015 como resultado de desnutrição infantil. Isto está impedindo o potencial das crianças para desenvolver seu pleno potencial e mais tarde na vida custar-lhes-á e ao país uma maior perda de produtividade. Invertendo a desnutrição crónica, permitirá o potencial desenvolvimento.

Moçambique tem registado progressos com o crescimento económico e a redução da mortalidade de crianças menores de cinco anos, porém as taxas de desnutrição crónica (baixa altura para a idade) continuam a ser altas. A desnutrição crónica, de acordo com a evidência global e nacional, restringe o desenvolvimento económico de Moçambique, prejudicando o seu potencial humano e limitando uma maior produtividade. Invertendo-se essa situação, permitir-se-á libertar esse potencial. A prevalência varia entre 50% na província de Nampula, 41% na Zambézia e 26% na capital Maputo.

"Este generoso contributo da União Europeia ajudará o Governo e os parceiros a fornecer serviços e intervenções melhoradas em Nutrição e ASH a crianças menores de cinco anos, mulheres grávidas e lactantes na Zambézia e Nampula", disse Marcoluigi Corsi, Representante do UNICEF em Moçambique.

Durante o período deste programa, 2017-2021, o UNICEF trabalhará directamente com o Governo a nível nacional, provincial e distrital. Esse engajamento de alto nível apoia desde o início uma estratégia de sustentabilidade a longo prazo. Em geral, o programa estará focado nas províncias de Nampula e Zambézia, que concentram o maior número de crianças com desnutrição crónica (45% de todas as crianças com baixa altura para a idade em Moçambique). Dentro dessas duas províncias, foram seleccionados sete distritos (em Nampula: Monapo, Nacala-a-Velha, Ribáuè; na Zambézia: Pebane, Molumbo, Gurué e Lugela), com base na necessidade de, por um lado, reduzir a desnutrição crónica nas crianças nas comunidades mais carenciadas e, por outro, aumentar o potencial existente, para construir e criar sinergias com outras intervenções sensíveis à nutrição.

Os distritos alvo variam em termos de tamanho, demografia, topografia, cobertura de serviços sociais e compromisso para enfrentar a desnutrição. Esta análise utilizou-se para destacar o agrupamento das províncias em pelo menos dois grupos distintos, com base nos meios de subsistência, de modo a que possam ser geradas habilidades específicas para cada um desses grupos. O agrupamento é o seguinte: Nacala-a-Velha e Pebane para a zona de subsistência costeira; Ribáuè, Molumbo, Monapo, Gurué, Lugela para a zona de machambas familiares.

Para além da taxa de desnutrição, houve igualmente, uma análise crítica dos distritos prioritários, com base nos níveis de “privação” das crianças ao acesso a água potável e saneamento adequado, à diversidade da dieta alimentar, etc.

Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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