Lançamento do relatório A Criança na Imprensa – Análise da Cobertura Jornalística 2015

Lançamento do relatório A Criança na Imprensa – Análise da Cobertura Jornalística 2015

O relatório A Criança na imprensa, edição 2015, traz os resultados de uma análise feita à forma como os Media impressos, televisivos e radiofónicos cobriram assuntos relacionados com a criança de Janeiro a Dezembro de 2015.

Claudio Fauvrelle
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A criança na imprensa 2015
O relatório A Criança na imprensa, edição 2015, traz os resultados de uma análise feita à forma como os Media impressos, televisivos e radiofónicos cobriram assuntos relacionados com a criança de Janeiro a Dezembro de 2015.

MAPUTO – Foi lançado em Maputo, no dia 17 de Agosto de 2016, a nona edição do relatório de monitoria a cobertura dos Media sobre assuntos relacionados com a criança. O relatório, denominado “A Criança na Imprensa – análise da cobertura jornalística em 2015”, foi produzido pela Rede de Comunicadores Amigos da Criança (RECAC-Comunicação e Direitos), em parceria com o UNICEF.

A RECAC-Comunicação e Direitos, cuja missão é engajar a Comunicação Social, jornalistas e comunicadores na promoção dos Direitos Humanos, com particular destaque para os da Criança, é uma rede nacional de jornalistas, comunicadores e profissionais de comunicação social que têm particular interesse em reportar e documentar assuntos relacionados com a criança, e age como uma poderosa frente dos Media, advogando junto das autoridades e legisladores nacionais para a adopção e implementação de políticas e leis que promovam e protejam os direitos da criança.

O relatório A Criança na imprensa, edição 2015, traz os resultados de uma análise feita à forma como os Media impressos, televisivos e radiofónicos cobriram assuntos relacionados com a criança de Janeiro a Dezembro de 2015. De referir que as crianças constituem cerca de metade da população moçambicana e são o grupo mais vulnerável, devendo, por isso, merecer prioridade nas políticas públicas sociais.

Foram identificados e analisados 4368 artigos relacionados com a criança, o que revela um crescimento em termos quantitativos. No entanto, essa toada não foi acompanhada pela componente qualitativa, que ainda não alcançou o ponto desejado, em que as crianças têm mais espaço para se pronunciarem em todos os assuntos que a elas digam respeito, onde faça menção a legislação, políticas públicas ou a inexistência destas, de modo a colocar a Criança no centro das atenções do Governo, Comunidades e Famílias.

O ano de 2015, foi marcado por inúmeros acontecimentos que, de forma directa ou indirecta, afectaram as crianças, de que são exemplo, as cheias que, a par do conflito armado e da tragédia de Chitima, deixaram crianças órfãs e mais vulneráveis, e condicionaram o arranque do ano lectivo em alguns pontos do país. Os desmaios de raparigas nas escolas de ensino secundário, assim como os constantes casos de violência, principalmente o Abuso Sexual e o combate aos casamentos prematuros, mensagem principal da Quinzena da Criança, também marcaram o ano de 2015. 

Estes e outros temas mereceram a atenção dos Media, com destaque para as cheias e a tragédia de Chitima. No entanto, e embora a criança tenha sido mencionada em alguns artigos, grande parte destes centrou-se nas infraestruturas destruídas e nas instituições e/ou individualidades que ofereceram apoio, sem realçar as consequências, principalmente para as crianças.

Há que destacar a atenção dispensada pelas televisões aos assuntos que dizem respeito à Criança, tal como a V Sessão do Parlamento Infantil e a Conferência Nacional da Rapariga. Mencionar, igualmente, a visibilidade dada pelos Media aos raptos de pessoas com albinismo, embora, na maioria dos casos, se tenham limitado a informar de forma factual sobre ocorrências, sem se dignarem a desmistificar, com informações de qualidade, as razões por detrás dessa prática.

Outro aspecto, prende-se com o facto de problemas como o envolvimento de crianças em actividades laborais e outras que pôem em causa o seu bem-estar, a pobreza, que as priva de muitos dos seus direitos (sobreviver, desenvolver-se, estudar, brincar, participar e ser protegida), a desigualdade social, a situação de crianças vulneráveis, como por exemplo, crianças na rua e/ou de rua, entre muitos outros, permanecerem sem a merecida atenção, o que veda ou limita a possibilidade de uma discussão mais aprofundada sobre possíveis soluções.

Continuam desafios, a menção de políticas públicas e a sua fiscalização, legislação e aplicação, assim como a inserção da opinião da criança na cobertura de assuntos correlatos. Aspecto, igualmente negligenciado, é a procura de especialistas e diversidade de fontes.

Por conseguinte, apela-se a se fortalecer uma abordagem multidimensional e contextualizada, aprofundando a análise, não apenas dos diferentes fenómenos que afectam as crianças, mas também das soluções e possíveis propostas.

Há, igualmente, necessidade de se recorrer da legislação, e a uma diversidade de vozes, para além de políticas públicas para conferir sustentabilidade aos artigos produzidos. 


Clique aqui para ler o relatório "A Criança na Imprensa – Análise da Cobertura Jornalística 2015"


Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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