As lacunas nos dados sobre as crianças em instituições pode levar ao esquecimento dos mais vulneráveis - UNICEF

As lacunas nos dados sobre as crianças em instituições pode levar ao esquecimento dos mais vulneráveis - UNICEF

Pelo menos 2,7 milhões de crianças vivem em instituições em todo o mundo, diz novo estudo.

Claudio Fauvrelle
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GENEBRA/NOVA IORQUE - Pelo menos 2,7 milhões de crianças vivem em instituições em todo o mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Estes novos dados, publicados no dia 1 de Junho pela Child Abuse & Neglect, são provavelmente apenas a ponta do iceberg, já que há muitas imprecisões na recolha de dados e nos registos da maioria dos países.

“As crianças em orfanatos ou instituições, que já são vulneráveis devido à separação familiar, estão em maior risco de sofrer violência, abusos ou danos a longo prazo no seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional,” disse Cornelius Williams, Director Adjunto da Protecção da Criança do UNICEF. “A prioridade é evitar o acolhimento institucional e manter as crianças com as suas famílias, especialmente nos primeiros anos.”

As crianças em orfanatos ou instituições estão em maior risco de sofrer violência, abusos ou danos a longo prazo no seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

A nova estimativa do UNICEF foi baseada em dados compilados em 140 países. A Europa Central e do Leste tem as mais elevadas taxas do mundo de acolhimento infantil em instituições, com 666 crianças em cada 100 mil a viverem em instituições, 5 vezes mais que a média mundial, que é de 120 crianças por cada 100 mil. Os países industrializados, a Ásia Oriental e a região do Pacífico têm a segunda e terceira maior taxa, com 192 e 153 crianças por cada 100 mil, respectivamente.

O estudo do UNICEF destaca que muitos países continuam com falta de um sistema eficaz para recolher os números exactos de crianças em situações de cuidado alternativo. Em muitos países, os registos oficiais capturam apenas uma pequena fracção do número real de crianças que vivem em instituições e as crianças que estão em centros privados não são registadas.

“É importante que os governos mantenham uma lista mais exacta e completa das instituições de acolhimento existentes, e que façam recontagens regulares das crianças que vivem nesses locais para ajudar a reforçar os registos oficiais,” disse Claudia Cappa, Especialista em Estatística no UNICEF e co-autora do estudo. “Desta forma iremos ajudar a fortalecer os registos oficiais e conhecer o verdadeiro alcance do problema para poder dar uma resposta eficaz”.

A pesquisa mostra que alguns dos principais factores de risco que levam as crianças a serem colocadas em instituições incluem a desintegração familiar, os problemas de saúde, deficiência, pobreza ou acesso deficiente a serviços sociais.

O UNICEF apela aos governos a reduzirem o número de crianças em instituições através da prevenção da separação familiar, quando for possível, e da procura de casas com ambientes familiares, como lares de acolhimento. Também é preciso ainda mais investimento em programas familiares junto das comunidades, disse o UNICEF.



Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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