Adolescentes Procuram dar Resposta ao HIV/SIDA

Adolescentes Procuram dar Resposta ao HIV/SIDA

29 adolescentes de todas as províncias de Moçambique participaram numa Reunião Nacional Multissectorial para desenvolver uma resposta para a situação nacional dos adolescentes infectados pelo vírus do HIV, tendo em conta que no país ocorrem cerca de 120, 000 novas infecções por ano em adolescentes.

Claudio Fauvrelle
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Maputo – Durante os dias 14 e 15 de Dezembro de 2015, 29 adolescentes de todas as províncias de Moçambique participaram numa Reunião Nacional Multissectorial para desenvolver uma resposta para a situação nacional dos adolescentes infectados pelo vírus do HIV, tendo em conta que no país ocorrem cerca de 120,000 novas infecções por ano em adolescentes, e a prevalência do HIV nas raparigas entre 15 e 24 anos de idade é três vezes maior que nos rapazes da mesma idade. O encontro teve entre vários objectivos reflectir sobre aspectos-chave da situação nacional do HIV nos adolescentes em Moçambique, e dos resultados principais da plataforma ALL IN, uma plataforma colaborativa com presença em 18 países da África subsaariana que tem como objectivo principal gerar melhores resultados de HIV nos adolescentes através de mudanças nos programas e nas políticas.

Em Moçambique ocorrem cerca de 120, 000 novas infecções por ano em adolescentes

Para além de adolescentes, o encontro contou com mais de 100 participantes, entre eles, representantes do Governo a nível nacional e provincial, parceiros de desenvolvimento, Membros da Sociedade Civil, representantes de grupos e redes de adolescentes e Membros das Nações Unidas.

O Vice-Ministro da Saúde, Mouzinho Saíde, apontou a participação dos adolescentes na tomada de decisão sobre políticas e estratégias que dizem respeito à sua saúde como condição necessária para o alcance da resposta ao HIV. “O Governo tem que discutir estes assuntos e encontrar soluções, procurando obter dos adolescentes a resposta nacional à infeção pelo HIV, pois estão em condições de nos dizer as acções prioritárias para acelerar a resposta e melhorar a qualidade da vossa saúde”.

O Vice-Director Nacional do Ministério do Género, Criança e Acção Social, Sansão Buque, acredita que a educação para a rapariga seja um factor catalisador para uma vida condigna, decente e criativa. “Raparigas instruídas podem tomar decisões que afectam as suas vidas e estarão aptas para receber e partilhar informação contribuindo na prevenção do HIV e outros males.”

De acordo com o Director do Centros de Controle e Prevenção de Doenças – Moçambique, Edgar Monterroso, só é possível dar resposta ao HIV envolvendo a liderança e a força dos adolescentes. “Temos muito investimento para ajudar a Moçambique no alcance dessa meta, tal como o inquérito sobre a violência contra a criança, cujo resultado estará a apoiar o desenvolvimento de mais políticas que protegem e favorecem às crianças.”

A plataforma ALL IN visa criar um movimento global para pôr termo a epidemia do HIV/SIDA em adolescentes

Por seu turno, o Director da ONUSIDA, José Enrique Zelaya, disse que Moçambique enfrenta grandes desafios em face da redução das novas infecções pelo HIV. “Os casamentos prematuros, as relações sexuais inter-geracionais e transacionais colocam os adolescentes em maior risco de violência de género e infecção pelo HIV. Entretanto, vocês estão aqui para partilhar vossos conhecimentos e percepções para diminuir o risco e a vulnerabilidade dos adolescentes.”

Os adolescentes querem uma maior participação nos processos de tomada de decisão sobre planos e programas que os dizem respeito. “Reconhecemos que é nosso dever fazer escolhas correctas em relação a nossa saúde e recreação, passando pelo adiamento do início da actividade sexual e engajamento nos estudos, participação em actividades desportivas, activismo e acesso aos serviços de saúde de qualidade”, disse Suzete André, de 16 anos de idade, em representação de outros adolescentes membros da plataforma ALL IN.

A plataforma ALL IN visa activar um movimento social para a obtenção de melhores resultados do HIV em adolescentes, tendo como objectivo a redução das mortes devido ao SIDA até 65 por cento e das novas infecções por HIV em adolescentes até 75 por cento até 2020 e, consequentemente criar um movimento global para pôr termo a epidemia do HIV/SIDA  em adolescentes, até 2030. Com este processo pretende-se determinar acções prioritárias para acelerar e melhorar a qualidade da resposta da reposta nacional do HIV em adolescentes, no contexto da operacionalização da componente de adolescentes do Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV e SIDA 2015-2019 (PEN IV).


Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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