Adolescentes participam activamente na prevenção do HIV

Adolescentes participam activamente na prevenção do HIV

Eliaquim e outros 28 adolescentes de todas as províncias de Moçambique, participaram numa Reunião Nacional Multissectorial para desenvolver uma resposta para a situação nacional dos adolescentes infectados pelo vírus do HIV, no quadro da plataforma ALL IN, realizada em Maputo.

Claudio Fauvrelle
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“Para o nosso bem-estar, nós adolescentes, correctamente informados sobre a prevenção do HIV, devemos transmitir mensagens sobre as boas práticas e prevenção do HIV a outros adolescentes. É importante que protejamos e exercitemos o nosso direito à saúde sexual e reprodutiva. Só assim tomaremos decisões correctas para as nossas vidas”, diz Eliaquim Feliciano, de 13 anos de idade.

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“Precisamos fazer mais palestras nas zonas rurais, porque são a origem de algumas tradições que expõem os adolescentes ao risco de infecção pelo HIV," diz Eliaquim Feliciano, de 13 anos de idade.
© UNICef mozambique/2015/cremildo assane

Eliaquim, que é o vice-chefe de actividades do Parlamento Infantil a nível da cidade de Nampula, junto da sua comissão de trabalhos, tem estado a realizar palestras sobre a prevenção do HIV e saúde sexual e reprodutiva, nas escolas e nos parques infantis. Ele e outros 28 adolescentes de todas as províncias de Moçambique, participaram numa Reunião Nacional Multissectorial para desenvolver uma resposta para a situação nacional dos adolescentes infectados pelo vírus do HIV, no quadro da plataforma ALL IN, realizada em Maputo, entre os dias 14 e 15 de Dezembro de 2015.

ALL IN é uma plataforma colaborativa com presença em 18 países da África subsaariana, com o objectivo de gerar melhores resultados de HIV nos adolescentes através de mudanças nos programas e nas políticas, que determinem acções prioritárias para acelerar e melhorar a qualidade da resposta nacional do HIV nos adolescentes.

 “Precisamos fazer mais palestras nas zonas rurais, porque são a origem de algumas tradições que expõem os adolescentes ao risco de infecção pelo HIV. Por exemplo, nos ritos de iniciação, para além de as raparigas serem ensinadas a iniciar a actividade sexual muito cedo, em alguns casos são forçadas a manter relações sexuais desprotegidas com adultos e a casarem-se ainda crianças.”

O adolescente Eliaquim concluiu que “se tivermos raparigas instruídas, elas saberão fazer escolhas correctas em relação ao início da actividade sexual, prevenindo-se de relações sexuais forçadas e desprotegidas”.

A Reunião Nacional Multissectorial obteve entre outros resultados, o consenso sobre as principais normas sociais e culturais consideradas cruciais para fortalecer as evidências de como estas influenciam a vulnerabilidade de adolescentes à infecção pelo HIV e como devem ser abordadas para reforçar os programas para adolescentes.


Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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