117 milhões de pessoas vivendo em situação de conflitos e desastres não têm acesso a água potável

117 milhões de pessoas vivendo em situação de conflitos e desastres não têm acesso a água potável

UNICEF solicita 3.600 milhões de dólares em assistência de emergência para 48 milhões de crianças apanhadas em crises humanitárias catastróficas.

Claudio Fauvrelle
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Water is one of the basic necessities to sustain life, but an estimated 117 million people lack safe water in crisis countries.
UNICEF solicita 3.600 milhões de dólares em assistência de emergência para 48 milhões de crianças apanhadas em crises humanitárias catastróficas.

NOVA IORQUE/GENEBRA - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apelou hoje por 3.600 milhões de dólares para prestar ajuda humanitária em 2018 e salvar a vida de 48 milhões de crianças que vivem em 51 países afectados por conflitos, desastres naturais e outras emergências.

Em todo o mundo, as necessidades humanitárias alcançaram níveis críticos devido aos conflitos violentos e as crianças são especialmente vulneráveis. Os conflitos que perduram há anos, como os do Iraque, Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Síria e Yémen, entre outros países, são cada vez mais complexos e provocam novas ondas de violência, deslocamento e ruptura nas vidas das crianças.

“As crianças não podem esperar que as guerras cheguem ao seu fim, dado que as crises que ameaçam a sobrevivência imediata e o futuro a longo prazo de crianças e jovens a uma escala catastrófica”, disse o Director de Programas de Emergência do UNICEF, Manuel Fontaine. “As crianças são as mais vulneráveis ​​quando o conflito ou o desastre provoca o colapso dos serviços essenciais, como saúde, água e saneamento. A menos que a comunidade internacional tome medidas urgentes para proteger e prestar assistência vital a essas crianças, elas enfrentam um futuro cada vez mais sombrio”.

As crianças não podem esperar que as guerras cheguem ao seu fim, dado que as crises que ameaçam a sobrevivência imediata e o futuro a longo prazo de crianças e jovens a uma escala catastrófica.

As partes em conflitos estão mostrando um flagrante desrespeito pela vida das crianças. As crianças não estão apenas sob ataque directo, mas também estão sendo negadas serviços básicos devido aos danos e à destruição que sofrem as escolas, os hospitais e a infraestrutura civil. Aproximadamente 84 por cento (3.015 milhões de dólares) do apelo de financiamento de 2018 são destinados para o trabalho que se realiza em países afectados por crises humanitárias por causa da violência e conflito.

O mundo está a tornar-se um lugar cada vez mais perigoso para um grande número de crianças. Actualmente, quase uma em cada quatro crianças vive num país afectado por conflitos ou desastres.

Para muitas dessas crianças, a vida quootidiana é um pesadelo.

A propagação de doenças transmitidas pela água é uma das maiores ameaças à vida das crianças em situação de crises. Ataques à infraestruturas de água e saneamento, tácticas de cerco que negam o acesso das crianças à água potável, bem como o deslocamento forçado para áreas sem infraestrutura de água e saneamento põem as crianças e suas famílias em risco de depender de água contaminada e saneamento inseguro. As meninas e as mulheres enfrentam ameaças adicionais, já que muitas vezes desempenham o papel de colectar água para suas famílias em situações perigosas.

A publicação do UNICEF Acção Humanitária para a Infância faz um apelo para um total de 3.600 milhõess de dólares, e os seus objectivos visam proporcionar às crianças acesso à água potável, nutrição, educação, saúde e protecção em 51 países.

“Há 117 milhões de pessoas que vivem em situação de emergências e que carecem de acesso à água potável. Em muitos países afectados por conflitos, há muitas crianças que morrem devido a doenças causadas por água impura e saneamento precário mais do que pela violência directa", disse Fontaine. "Sem acesso à água potável e saneamento, as crianças ficam doentes e muitas vezes não podem ser tratadas pois os hospitais e os centros de saúde, não funcionam ou estão superlotados. A ameaça é ainda maior à medida que milhões de crianças enfrentam níveis de desnutrição potencialmente fatais, tornando-as mais susceptíveis a contrair doenças transmitidas pela água como a cólera, criando um ciclo vicioso de desnutrição e doença”.

Como a principal agência humanitária em matéria de água, saneamento e higiene em situação de emergência, o UNICEF fornece mais de metade dos serviços de emergência de água, saneamento e higiene em crises humanitárias ao redor do mundo.

Quando ocorrem as catástrofes, o UNICEF trabalha com parceiros para fornecer rapidamente acesso à água potável, serviços de saneamento e suprimentos de higiene para prevenir a propagação da doença. Isso inclui o estabelecimento de latrinas, distribuição de kits de higiene, transporte diário de milhares de litros de água para campos de deslocamento, apoio a hospitais e centros de tratamento de cólera e reparação de sistemas de água e saneamento. Essas medidas salvam vidas, têm impacto a longo prazo e abrem caminho para outros serviços importantes, como centros de saúde, programas de vacinação, apoio nutricional e educação de emergência.

O maior componente do apelo do UNICEF neste ano é para as crianças e as famílias apanhadas no conflito da Síria, que estyá prestes a entrar no seu oitavo ano. O UNICEF solicita quase 1.300 milhões de dólares para apoiar a 6,9 milhões de crianças sírias que se encontram dentro da Síria e as que vivem como refugiados em países vizinhos.

Trabalhando com parceiros e com o apoio de doadores, em 2018, o UNICEF pretende:

  • Proporcionar a 35,7 milhões de pessoas acesso à água potável;
  • Alcançar 8,9 milhões de crianças com educação básica formal ou não formal;
  • Imunizar 10 milhões de crianças contra o sarampo;
  • Proporcionar apoio psicossocial a mais de 3,9 milhões de crianças;
  • Tratar a 4,2 milhões de crianças com desnutrição aguda grave.

Nos primeiros dez meses de 2017, como resultado do apoio do UNICEF:

  • 29,9 milhões de pessoas tiveram acesso à água potável;
  • 13,6 milhões de crianças foram vacinadas contra o sarampo;
  • 5,5 milhões de crianças acederam à alguma forma de educação;
  • 2,5 milhões de crianças foram tratadas por desnutrição aguda grave;
  • 2,8 milhões de crianças tiveram acesso à suporte psicossocial.

 

Visite www.unicef.org/hac2018/ para mais informações.

 

Para mais informações, favor contactar:

Claudio Fauvrelle
Tel +258 21 481 100
email: cfauvrelle@unicef.org

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